quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Meu intuito...

Depois de vários anos tentando satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de clientes com relação aos documentos a serem traduzidos ou vertidos, desde as secretárias que nem fazem idéia do tipo de documento que possuem em mãos até diretores importantes de grandes empresas multinacionais que sabem exatamente a mensagem constante do documento original e, principalmente, sabem exatamente como o documento traduzido deve ficar, percebi que alguns fatores independentes do trabalho do tradutor, definem a qualidade do produto final.
O primeiro e mais importante fator é o fato do documento traduzido ser apresentado da forma em que o cliente esperava receber, ou seja, a relação entre o documento entregue ao cliente e o que ele efetivamente esperava receber.
Este fator, independente do esforço do tradutor em realizar a melhor tradução do mundo, pode ocorrer com qualquer um e a qualquer hora, pois os fatores considerados para a avaliação do trabalho são totalmente subjetivos e pessoais, dificultando muito o nosso trabalho. Costumo dizer que um bom tradutor tem uma bola de cristal.
Mas, e se não temos uma bola de cristal ou nosso cliente é cliente do cliente dele (confuso, né?) ou então o cliente é tão ocupado que o estagiário da empresa é quem contratou o serviço ou simplesmente o cliente não entende nada do idioma de partida, porém domina muito o assunto no idioma de chegada?
Bom, nesse caso você possivelmente tem um grande problema pela frente, caso o documento seja uma publicação, marketing, administração ou qualquer outra área que poderia englobar várias outras áreas, como por exemplo um documento de Marketing recheado de termos de aviação ou qualquer outra área que lhe possibilitam várias escolhas lexicais para uma mesma definição ou permite diversas construções textuais diferentes, sem sair do contexto e mantendo a fidelidade ao original apresentado.
Este é um dos maiores problemas vivenciados por tradutores free lancers que, quase sempre não sabem com quem estão lidando ou para onde os documentos vão.
Gostaria de, sem nenhuma pretensão de ser perito no assunto, embora eu trabalhe com isso a mais de 5 anos, debater e discorrer algumas considerações que acredito serem relevantes para que possamos desempenhar o papel de bom tradutor, além de servir como base para a nova geração.
É claro que o assunto é vasto e, com certeza abre margem para vários outros assuntos atinentes ao nosso ofício, como por exemplo, escrever bem, interpretar, adaptar, pesquisar, inferir, gêneros textuais, oralidade e escrita, linguagem específica, regionalismo, subjetividade, estilo, discurso, literalidade, entre outros.

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