quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Reunião de Tradutores - Grátis

Reunião de Tradutores na Sala 7 do Aulavox

Moderada por Danilo Nogueira

Data: 13 de dezembro de 2008

Horário: 14h às 16h, Carga horária: 2 horas

Investimento: gratuito.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Fazer o que gostamos

Antes de qualquer coisa, vários tradutores que estão iniciando na carreira, são formados e peritos em uma determinada área do conhecimento e nunca estudaram a lingüística e assuntos relacionados, mas isso não impede do tradutor ser ótimo no que faz. Porém ajuda muito ter consciência de alguns fatores lingüísticos.
É comum eu ouvir de um tradutor que o documento dele estava muito bem traduzido e que o cliente é muito chato e não quer pagar... “é por isso que ele está reclamando!!!”, dizem eles.
De acordo com Vera Lúcia Ramos (Jornalista, foi Ouvidora Externa da Fundação Procon-SP, entidade onde atuou por dez anos), “As queixas ainda são vistas como aborrecimento ou custo improdutivo, e aquele que reclama leva a pecha de "criador de caso".
Ela ainda afirma que: “Estima-se que não passa de 1,5% o número dos que tentam trapacear, tirar vantagem ao formalizar uma reclamação”.
Se o cliente reclama do texto traduzido é porque algo está errado. Podem ser vários fatores, mas o importante é trabalhar para entender o porquê.
É comum a identificação de ruídos (interferências) na linguagem de documentos que tiveram uma reclamação formal.
Pensando em tradução e comunicação contextual, podemos dizer que a tradução também é composta por um remetente, um destinatário, um canal e dois códigos.
Remetente <-> Mensagem (Canal, Código de partida, código de chegada) <-> Destinatário
Para que possamos traduzir de forma adequada, é necessário verificar e considerar vários fatores, entre eles:
1. Condições Extralinguísticas.
Quem escreve? Para quem escreve? Por que escreve? De onde escreve?
Colocando isso no contexto da tradução, é necessário verificar o ponto de vista do autor do texto, entender o motivo pelo qual foi necessário escrever tal texto, o intuito do texto, buscar o público a que se destina o documento (leitor) e quais as posições sociais dos interlocutores, ou seja, quem é o autor e o leitor.
Todas essas condições são elementos que determinam o contexto do documento e a qualidade da tradução.
2. Literalidade
Além das considerações do item acima, não adianta entender profundamente do assunto e traduzir o documento da mesma forma em que consta no documento original. É preciso entender o texto no idioma de partida e inseri-lo no contexto sócio-cultural e específico da área em questão. Para tanto, é preciso ler o documento e traduzir os conceitos e não as palavras, levando-se em consideração as condições extralingüísticas, oralidade, proximidade em relação à norma culta, etc.
3. Terminologia específica da área
As terminologias podem variar entre as áreas do conhecimento e isso deve ser levado em consideração por parte do tradutor, pois a língua é algo dinâmico e está em constante transformação, podendo variar até mesmo entre as pessoas dentro de um mesmo departamento de uma empresa. Por isso, é importante que o tradutor pesquise e leia textos da área em questão, antes de iniciar a tradução.
4. Revisão pós-tradução
Mesmo sabendo que possivelmente o tradutor não conseguirá detectar os próprios erros, é de extrema importância que o documento seja revisado. É incrível a quantidade de ajustes que podem ser feitos após uma tradução. É sabido que o tradutor nunca possui muito tempo para a revisão de seus próprios documentos, mas esta etapa é de extrema importância e não deve ser desconsiderada.
5. Proofreading
Principalmente em áreas que exigem uma ótima construção textual e uma grande fluência do texto, como por exemplo, textos que serão publicados, treinamentos, documentos de administração, Recursos Humanos, entre outros, devem ter fácil compreensão. Para isso, é importante que alguém faça o proofreading antes da entrega do documento ao cliente. Esqueça o documento original e leia, ou peça que alguém leia seu texto, com o intuito de entender a mensagem e detectar possíveis inconsistências e textos com problemas de interpretação.
Deixe para verificar a fidelidade em relação ao original após as alterações.

Para que o mencionado acima seja efetivo, é necessário que o tradutor realmente goste do que faz e esteja preocupado com a qualidade do documento que será entregue ao cliente.
Lembre-se que o tradutor é conhecido pelo trabalho desempenhado. A entrega de um trabalho com problemas denota um tradutor com pouco interesse e sem preocupações em relação à satisfação do cliente.
Não adianta aceitar traduções com curtos prazos e correr muito para entregar dentro do prazo, sem qualidade e sem os devidos cuidados. Pois isso com certeza vai determinar seu conceito no mercado.
Além disso, devemos ser ousados, porém não devemos ser imprudentes. É preciso ter nossos limites bem definidos e traduzir apenas o que certamente será realizado com qualidade e dentro dos padrões esperados.
Não traduza qualquer tipo de documento, entendo que precisamos de dinheiro, mas comece a traduzir uma área em específico e quando estiver confortável em traduzir tais textos, siga para a próxima área, até que possa traduzir várias áreas com qualidade.
Outro grande problema é o fato de traduzir um documento jurídico, extremamente formal e com terminologia muito específica e, logo em seguida, traduzir um treinamento de administração ou página da web. Nós, inconscientemente, levamos as terminologias jurídicas e a forma de escrever o gênero para o outro gênero, tornando o documento inadequado aos olhos do cliente. Cuidado, temos que desligar a “chave” do jurídico e ligar a “chave” do técnico de engenharia para traduzir um manual técnico e assim por diante. Parece besteira, mas todos nós temos dificuldades nesse sentido.

domingo, 30 de novembro de 2008

Linguística na tradução

A maior parte dos tradutores são formados em uma determinada área e não possuem conhecimentos mais aprofundados em linguística. Crescemos aprendendo a fazer ditados que valiam nota (como por exemplo, "Minhas férias"), mas nunca disseram que na vida seria muito importante interpretar e criar textos com suas próprias opiniões.
Não que eu seja expert no assunto, mas consigo perceber a ligação entre as reclamações dos clientes e os problemas linguísticos identificados em diversos documentos que passam por mim. Não adianta nada um perito da área traduzir um documento sem os conhecimentos linguísticos necessários para tanto. Isso não significa que o tradutor não é competente para realizar a tarefa, porém pequenos detalhes passam despercebidos.
Consigo até citar um caso em que foi devolvido um documento de um tradutor, formado na área, com total conhecimento do assunto, porém com problemas graves de escrita. O pior da história é que o profissional não consegue ver suas próprias falhas e não aceita que o cliente queira trocar o que o tradutor chama de "seis por meia-dúzia".
Eu ainda diria que o tal "seis por meia-dúzia", depende muito do ponto de vista das partes envolvidas.
Como exemplo, o termo "elegible subject" pode ser traduzido de várias formas, dependendo do contexto. Uma das possíveis traduções seria "assunto pertinente", porém caso o termo esteja em um documento farmacêutico, especificamente relacionado a estudos clínicos, poderíamos dizer que trata-se de "pacientes elegíveis" para a participação em um estudo.
Nos próximos posts, gostaria de tecer alguns comentários relacionados ao assunto e, com isso, ajudar os tradutores a perceberem alguns detalhes que, inconcientemente, devem fazer parte das nossas análises e escolhas lexicais e construções textuais.

sábado, 29 de novembro de 2008

Glossário da Anvisa

Segue mais um Glossário. Não é grande, mas vale a penas consultar caso precisem traduzir algo da Agência
Acesse: http://www.megaupload.com/?d=5Q596O0Z

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Glossário Financeiro

Mais um glossário fornecido por amigos... mande o seu!

http://www.megaupload.com/?d=G1MDMV0R

Glossário financeiro, mais específicamente da área de seguros.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Meu intuito...

Depois de vários anos tentando satisfazer as necessidades dos mais diversos tipos de clientes com relação aos documentos a serem traduzidos ou vertidos, desde as secretárias que nem fazem idéia do tipo de documento que possuem em mãos até diretores importantes de grandes empresas multinacionais que sabem exatamente a mensagem constante do documento original e, principalmente, sabem exatamente como o documento traduzido deve ficar, percebi que alguns fatores independentes do trabalho do tradutor, definem a qualidade do produto final.
O primeiro e mais importante fator é o fato do documento traduzido ser apresentado da forma em que o cliente esperava receber, ou seja, a relação entre o documento entregue ao cliente e o que ele efetivamente esperava receber.
Este fator, independente do esforço do tradutor em realizar a melhor tradução do mundo, pode ocorrer com qualquer um e a qualquer hora, pois os fatores considerados para a avaliação do trabalho são totalmente subjetivos e pessoais, dificultando muito o nosso trabalho. Costumo dizer que um bom tradutor tem uma bola de cristal.
Mas, e se não temos uma bola de cristal ou nosso cliente é cliente do cliente dele (confuso, né?) ou então o cliente é tão ocupado que o estagiário da empresa é quem contratou o serviço ou simplesmente o cliente não entende nada do idioma de partida, porém domina muito o assunto no idioma de chegada?
Bom, nesse caso você possivelmente tem um grande problema pela frente, caso o documento seja uma publicação, marketing, administração ou qualquer outra área que poderia englobar várias outras áreas, como por exemplo um documento de Marketing recheado de termos de aviação ou qualquer outra área que lhe possibilitam várias escolhas lexicais para uma mesma definição ou permite diversas construções textuais diferentes, sem sair do contexto e mantendo a fidelidade ao original apresentado.
Este é um dos maiores problemas vivenciados por tradutores free lancers que, quase sempre não sabem com quem estão lidando ou para onde os documentos vão.
Gostaria de, sem nenhuma pretensão de ser perito no assunto, embora eu trabalhe com isso a mais de 5 anos, debater e discorrer algumas considerações que acredito serem relevantes para que possamos desempenhar o papel de bom tradutor, além de servir como base para a nova geração.
É claro que o assunto é vasto e, com certeza abre margem para vários outros assuntos atinentes ao nosso ofício, como por exemplo, escrever bem, interpretar, adaptar, pesquisar, inferir, gêneros textuais, oralidade e escrita, linguagem específica, regionalismo, subjetividade, estilo, discurso, literalidade, entre outros.

Glossário Jurídico

Há alguns anos, quando iniciei como tradutor, um tradutor muito experiente na área jurídica me deu um glossário que, segundo ele, representa 4 anos de trabalho duro na área jurídica.
Retirei do glossário o conteúdo menos importante e translaformei em txt para que seja possível o uso no wordfast ou trados. Baixe o glossário em http://www.megaupload.com/?d=AJKHU5JU.
Aproveitem bem o glossário e espero que possam contribuir me enviando outros glossários e assim, possamos aumentar nosso poder de fogo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

NOVO Wordfast

Saiu a nova versão do Wordfast 6.0
Standalone, platform independent translation environment
Improved batch analysis, translate and cleanup
Enhanced VLTM integration
Improved file format support (including ASP, INX, JSP, MIF, PPT, XLS, XML)
Enhanced TM Administration
Download the pre-release version Download the product brief